Startups: mercado expoente, mas com déficit de mão de obra

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Startups: mercado expoente, mas com déficit de mão de obra

Por João Costa Junior

A revolução 4.0

Os setores da agricultura, indústria e serviços tem passado por uma grande revolução, chamada revolução 4.0, que vem causando grandes transformações nos processos de produção e nas relações existentes entre os setores e o mercado de trabalho. Nesta quarta revolução, os modelos de trabalho são baseados em tecnologias para automação e troca de dados, que utiliza conceitos de Sistemas ciber-físicos, Internet das Coisas e Computação em Nuvem. Além disso, o foco saiu do produto e tem sido direcionado ao cliente, portanto, as empresas não podem acreditar que os produtos irão vender por si, mas precisarão ter claro que a solução tecnológica é para atender alguma dor ou necessidade de uma pessoa ou um grupo de pessoas.
Um ponto interessante nesse processo, é que alguns profissionais pensam que não serão diretamente afetados por essas mudanças, mas eles estão enganadas, pois estamos experimentando novas formas de consumo, relacionamento com os produtos e, claro, a relação com outras pessoas. Ao olhar essa realidade, vemos que novas funções e cargos estão substituindo funções tradicionais no setor de trabalho.

Quebra de paradigmas

No mercado de trabalho da revolução 4.0, os ambientes de trabalho têm modificado drasticamente, onde as startups são potenciais captadoras de colaboradores. Contudo, uma pergunta recorrente é se os profissionais presentes no mercado estão preparados para esse novo ambiente. Nas startups, as hierarquias não são tão rígidas e delimitadas, o que promove um ambiente constantemente disruptivo, com grande autonomia das ações. Diante disso, os profissionais precisam mudar os padrões comportamentais tradicionais das relações trabalhistas, o que pode não ser tão simples e fácil quanto parece, principalmente para aquelas pessoas acostumadas com ordem, suporte e delimitação clara de funções.

Segundo o LinkedIn, das 15 profissões emergentes mapeadas, nove estão diretamente ligadas à área de tecnologia da informação. Isso mostra o quanto as mudanças do mindset dos profissionais são necessárias. Por isso, algumas capacidades devem estar presentes, tais como, administrar incertezas – nas startups tudo pode mudar a qualquer momento; ultrapassar limites – buscar estar fora do limiar comum de pensamento para solucionar problemas; e pensar como um dono – o profissional deve estar atento a todos os aspectos da empresa, tentando trazer contribuições eficientes. Os profissionais, que não estarem atento a essas capacidades, poderão ficar de fora do mercado de trabalho.

Escassez de profissionais

Ao olharmos as mudanças que estão ocorrendo nas exigências das qualidades e competências dos profissionais, verificamos que há uma escassez de profissionais que consigam atender a essas novas demandas, principalmente nas áreas geográficas próximas as empresas. Por isso, a solução para esse problema é a busca de profissionais em outras regiões, realidade constatada em Minas Gerais, como foi abordado na matéria feita pelo Jornal hoje em Dia, que mostrou alguns exemplos de oportunidade de vagas em várias regiões de Minas Gerais, mas que apresentam dificuldades para seu preenchimento.
Nessa matéria, nosso CEO Marcelo Ribas comentou sobre outro ponto vista muito importante neste contexto do mercado de trabalho. Marcelo aborda há necessidade de buscar a mescla de profissionais recém-graduados com os experientes no mercado – que passaram por dificuldades nas empresas que colaboraram. Esse encontro de profissionais permite um choque de realidades que favorecem a uma melhor solução dos problemas existentes dentro das startups. Assim, vemos que a mudança está aí e está em alta velocidade. A pergunta que nos fazemos e devemos saber responder é: – Eu estou preparado para esse novo contexto?

Confira a matéria completa do Jornal Hoje em Dia: Escassez de mão de obra leva startups mineiras a importarem profissionais

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