Intergado TEC: A Intergado e a eficiência alimentar em bovinos no Brasil

Eficiência alimentar

Intergado TEC: A Intergado e a eficiência alimentar em bovinos no Brasil

Por João Costa Junior

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Historicamente, a pecuária se desenvolveu com uso de grandes áreas de pastagens, baixo número de animais por hectare e baixa eficiência alimentar. Contudo, alguns fatores têm ocasionado grandes mudanças nesse contexto. A expansão da agricultura nas diferentes regiões do mundo tem diminuído o número de áreas disponíveis para a produção de gado, somado ao aumento das pressões ambientais e exigências dos consumidores, tornou-se inadmissível o crescimento da pecuária em áreas de reserva ambiental. Por último e não menos importante, o aumento dos custos dos insumos para os sistemas de produção, por exemplo, o milho e soja.

Todos esses fatores direcionaram pesquisadores, pecuaristas e empresas a buscarem modelos de produção que possibilitassem aumentar as taxas de lotação das áreas já utilizadas e animais mais eficientes quanto ao uso dos recursos disponíveis (pastagens, água, milho, soja, etc), ou seja, aqueles que utilizavam os alimentos de forma mais eficiente, resultando em maior produção por unidade de área. Assim, o foco foi direcionado para a busca da eficiência em todas as esferas dos processos produtivos. Entretanto, ainda há uma pergunta que pode existir nas diferentes áreas de discussão: o que seria exatamente eficiência?

Em um conceito amplo, a eficiência é a capacidade que um ser ou sistema tem de produzir em um ótimo rendimento, com o mínimo de desperdício. A partir deste conceito, entende-se que a eficiência, nos sistemas de produção animal, pode ser definida de forma simplificada como a relação entre o produzido (ex.: ganho de peso, quilos de leite ou números de bezerros nascidos) e o necessário para produzir (ex.: o consumo individual pelo animal). Ao passo que estamos tratando da entrada de recursos em termos de nutrientes consumidos, então temos a eficiência alimentar.

Pesquisadores, pecuaristas e empresas, ao entender o conceito de eficiência alimentar, verificaram que fatores da dieta, manejo e ambiente interferem diretamente de alguma forma a digestibilidade dos alimentos e os requerimentos para manutenção do animal. Ou seja, não é uma fórmula tão simples como mostrada no parágrafo acima. Assim, a eficiência alimentar é resultado de um combinado de variáveis, tais como, peso vivo do animal, composição corporal do ganho de peso, idade, taxas de digestão, absorção e utilização de metabólitos, e condições ambientais.

A partir do contexto acima, ao longo dos anos foram propostas diversas medidas para avaliar a eficiência alimentar, tais como, conversão alimentar, eficiência parcial de crescimento, eficiência alimentar bruta, taxa de crescimento relativo, taxa de Kleiber, consumo alimentar residual, ganho de peso residual e consumo e ganho residual. Essas medidas podem ser simples razões entre o desempenho e consumo, ou podem ser mais complexas, necessitando de ajustes para peso vivo e ganho de peso. Contudo, todas as medidas têm um ponto em comum, a necessidade de se avaliar o consumo individual dos animais, o que se tornou um entrave para a realização de pesquisas. Como isso poderia ser resolvido?

Ao pensarmos na pecuária nos últimos anos, a inovação tecnológica tem sido um dos grandes fomentadores do desenvolvimento. Ao buscar as inovações, foi possível melhorar muitos processos e manejos nos sistemas de produção. É nesse ponto que a pecuária de precisão surgiu como uma importante ferramenta para os sistemas produtivos, pois auxiliou na otimização, maximização dos recursos, aproveitando, correta e sustentavelmente toda área disponível, e reduzindo os custos com a mão de obra, o que permitiu um salto no conhecimento sobre a eficiência alimentar, através da otimização de sua avaliação.

Métodos diretos e indiretos podem ser utilizados para mensurar o consumo individual dos animais. Contudo, independentemente do método adotado, as avaliações com grande número de animais podem ser muito trabalhosa e gerar erros. Por isso, com o encaminhar das pesquisas na área de eficiência alimentar, as empresas foram desenvolvendo tecnologias com o objetivo de automatizar os processos e aumentar a confiabilidade dos dados de mensuração do consumo individual dos animais.

De forma geral, as tecnologias são caracterizadas por um sistema de dispositivos eletrônicos de monitoramento de consumo individual, baseados na identificação por radiofrequência. Com esses sistemas é possível identificar os animais, além de registrar seu consumo de ração e peso vivo, tudo em tempo real. Com toda essa automatização, a avaliação da eficiência alimentar tornou-se mais fácil de ser realizada em rebanhos maiores. Contudo, os custos para aquisição destes equipamentos tornavam o uso da tecnologia onerosa para a realidade dos pecuaristas brasileiros. Foi nesse momento, que em meados de 2009, surge a Intergado, uma startup com o propósito de fazer parte da transformação do agronegócio brasileiro. A tecnologia desenvolvida pela empresa tem como base um sistema de cochos, bebedouros e balanças eletrônicas que realizam a mensuração do consumo de alimentos, água e peso vivo dos animais. A frequência, duração e horário de visitas ao cocho e ao bebedouro, e outras informações, também são coletados com qualidade e confiança. Somado a tudo isso, o custo de aquisição dos equipamentos é mais barato, pois são fabricados no Brasil.

Com a possibilidade de se obter tecnologias de qualidade a um menor custo, nos últimos anos, os trabalhos com foco em eficiência alimentar cresceram nos centros de pesquisa e nas fazendas com foco em genética. Pode-se afirmar que a solução tecnológica Intergado Science e Efficiency são responsáveis pela maior parte dos dados utilizados para calcular a eficiência alimentar no cenário brasileiro, o que serve de base para os programas de melhoramento genético das espécies domésticas no país e américa latina.

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