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5 dicas para uma gestão eficiente do confinamento

5 dicas para uma gestão eficiente do confinamento

A pecuária de corte tem passado por profundas mudanças. O aumento da demanda, maior exigência por qualidade, alta competividade e pressões ambientais tem exigido alto poder de planejamento, visão estratégica e análise de cenários, habilidades que devem estar somados aos conhecimentos técnicos dos processos produtivos da atividade. A complexidade desse cenário tem exigido elevado profissionalismo na atividade, não permitindo mais espaço para amadores.

Todas as fases de produção da pecuária de corte são cruciais e demandam grande atenção para atingir alta performance financeira. Contudo, a fase de confinamento é considerada estratégico na cadeia produtiva da carne bovina, pois intensifica a produção de animais, aumenta o giro de animais, permite um melhor acabamento de carcaça e alivia o uso das pastagens em períodos críticos como a seca. Porém é uma atividade extremamente complexa e está exposto a vários riscos como preço dos insumos, preço de compra de boi magro e venda do boi gordo, sendo uma fase com uso intensivo de capital e margens de lucros apertadas.

Nesse contexto, uma gestão eficiente entra como uma importante ferramenta para que os pecuaristas possam sair do amadorismo e obter ótimos resultados financeiros. De forma direta, a gestão eficiente é aquela que o pecuarista identifica falhas e pontos de gargalo no sistema de produção, através de uma análise profunda dos dados obtidos diariamente da operação. Com esses dados analisados, ele tem a capacidade de elaborar metas e indicadores que permitem conquistar o aumento da produtividade, resultando no crescimento sustentável econômica, social e ambiental do confinamento.

Mas a pergunta que não sempre vem é: Por conde começar?

Como tudo que vamos fazer na vida precisamos ter um ponto de partida, para conseguir uma gestão eficiente no confinamento é preciso conhecer a operação globalmente e agir localmente nos pontos de gargalo. Ou seja, nós devemos olhar detalhes que, muitas vezes passam desapercebidas pelos pecuaristas, e que podem melhorar muito a eficiência e lucratividade da atividade. A partir da atenção e cuidados a esses detalhes é possível estabelecer melhorarias que poderão favorecer de forma simples e objetiva uma melhor eficiência dos processos produtivos.

Pensando nisso, nós vamos dar 5 dicas para tornar seu confinamento mais eficiente. Então, vamos para as dicas?

1 – Formação de lotes homogêneos

A formação de lotes no confinamento impacta diretamente no desempenho dos animais.  Por isso, um bom manejo na formação de lotes homogêneos contribuirá diretamente para que o animal possa expressar todo o seu potencial de ganho de peso.

Os bovinos são animais hierárquicos, por isso, o surgimento de animais dominantes e dominados é natural. Uma forma de diminuir esse processo é através da homogeneização na formação dos lotes. Variáveis como o sexo, peso, idade, escore de condição corporal, altura, condição sexual (inteiro ou castrado) devem ser considerados para buscar um lote mais homogêneo possível. Assim, você evitará que animais mais dominantes cheguem mais vezes ao cocho, podendo ter um consumo de MS em excesso, o que poderá ocasionar problemas metabólicos. Além disso, os animais dominados são empurrados para trás no cocho e bebedouro, resultando no menor ganho de peso.

Outro fator importante é o número de animais por lote. Esse fator está relacionado ao bem estar dos animais, resultando no desempenho. Quando os animais estão em lotes maiores há maior dificuldade de estabelecer a hierarquia, resultando na maior ocorrência de brigas e competição pelo alimento. Várias pesquisas indicam que animais mais estressados apresentarão cortes mais escuros e carne mais dura. Fora isso, os animais agitados podem machucar os funcionários e a eles próprios, levando a ocorrência de hematomas, o que resulta em prejuízos financeiros, devido a condenação de parte da carcaça.

2 – Boa adaptação dos animais no confinamento.

Quando os animais vêm para o confinamento, eles possuem uma flora microbiana ruminal totalmente adaptada para digerir fibra, fibra! Quando ele entra no confinamento, a dieta muda drasticamente para uma dieta concentrada. Ou seja, ele precisa mudar toda a biota ruminal para digerir essa nova dieta. Se a adaptação for mal feita, as pressas, sem preocupar com o tempo do animal, você aumenta a probabilidade de seus animais apresentarem problemas metabólicos, por exemplo, timpanismo, acidose, laminite. Então faça uma adaptação bem feita para começar o jogo com o time bem preparado. Seus animais irão agradecer!

3 – Consumo de água.

A água é um ingrediente que é muito negligenciado no sistema de produção. A água é tão importante quanto qualquer outro ingrediente na dieta. Nós podemos elencar três pontos chaves para se atentar a quantidade e qualidade da água no confinamento.

O primeiro ponto está relacionado a deposição de músculo. Isso mesmo, para que possamos ter uma deposição desse músculo. Como os bovinos não possuem uma reserva de água, ela é reabsorvida de alguns tecidos, como o músculo, causando diversas alterações no organismo do animal, por exemplo, perda de peso.

O segundo ponto é o consumo de matéria seca (MS). A falta de água em qualidade e em qualidade nas baias ocasiona redução drástica no consumo de ração e, por tabela, perda de peso e desempenho. Em média, um bovino adulto consome 4 litros de água para cada 1 kg de MS. Além disso, a redução do consumo de água pode ocasionar distúrbios metabólicos. Ou seja, maior consumo de água é igual a maior ganho de peso!

O terceiro ponto está relacionado a regulação térmica animal. O animal utiliza a água para reguçar sua temperatura em locais muto quentes. Ao pensarmos que a maior parte dos confinamentos não possuem sombreamento natural ou artificial, a água entra como um importante aliado. Animais em estresse térmico aumentam o consumo de água e diminuem o consumo de ração.

Para mais informações sobre a qualidade da água na nutrição de bovinos, veja o Conexão Intergado com o Dr Renato Dib e leia o artigo que postamos em nosso blog.

4 – Definição do momento correto do abate

Segurar um gado terminado na expectativa do preço do boi subir. Quando o animal está terminado a eficiência alimentar diminui, ele não desempenha mais. Os custos com manutenção e alimentação não vai ganhar peso suficiente para ficar esse período a mais no confinamento. Quando for o momento certo de vender, não perca tempo e venda, pois uma tomada de decisão errada pode afetar a sua lucratividade nesse confinamento.

5 – Os custos

O cálculo e acompanhamento do custo de produção deve ser parte da rotina dos gestores em pecuária de corte. O custo se torna mais relevante em atividades mais intensivas, no caso em bovinos confinados. Por isso, a análise constante dos gastos por cada categoria permite que haja uma melhor análise dos setores que são mais consumistas. Com essa informação em mãos, você tem o poder de criar estratégias mais assertivas para reduzir os custos.

Você deve ter em mente que em seu confinamento há custos variáveis, fixos, financeiros, pessoais e de capital. Para o confinamento, vamos dar atenção aos custos variáveis e aos fixos, visto que são os que mais impactam na operação. Os custos variáveis que é a aquisição de animais, alimentação, manejo sanitário, manejo de identificação, que representam em média 93,7% dos custos totais, sendo que os animais de reposição e alimentação são os que mais oneram. Em média temos 70% de custo para aquisição de animais, 20% para nutrição e 10% para o restante. Ou seja, ter uma produção própria ou ter boa negociação na aquisição do boi magro pode ser uma forma de baixar os custos e aumentar o lucro do sistema.

Nos custos fixos incluímos a mão de obra, equipamentos, terra, depreciações e manutenções. Quando analisamos esses custos devemos ter em mente que eles não mudam com a variação da produção. Na maioria das fazendas alterar os custos fixos é algo bem difícil de se alterar a curto prazo, mas não impossível. Você deverá buscar sempre a maior intensificação e eficiência do uso da mão de obra, equipamentos e terra.

Invista em tecnologias nas fazendas

Pesquisa realizada nos EUA no início dos anos 2000 mostraram que o uso de tecnologia nas fazendas permite uma melhor gestão das fazendas, além de reduzir os custos de produção. Com uso correto da tecnologia a coleta de dados para uma gestão eficiente torna-se simples e eficaz, permitindo tomadas rápida de decisão.

A atividade do confinamento está e constante desenvolvimento, com uma adoção de tecnologias cada vez maior. Quando pensamos nesse contexto, a solução tecnológica Intergado Beef traz ótimos benefícios para o produtor, pois consegue melhorar a gestão do confinamento em vários aspectos.

A Solução Intergado Beef permite o acompanhamento diário do peso e do comportamento animal em todas as fases da criação, além disso, possibilita a identificação de falhas de manejo e doenças que possam afetar o rebanho. Dessa forma, antecipamos decisões e otimizamos a venda dos animais.

A Balança VW 1000 é instalada em frente ao bebedouro no curral. Nós conseguimos monitorar o consumo de água, adaptação e o peso dos animais variáveis tão importantes e ressaltadas nas dicas acima. Outro ponto interessante é que o Sistema Intergado Beef calcula automaticamente o lucro diário por cabeça, projetando o momento ideal para a venda. Ou seja, você não precisa se preocupar com isso, nossa solução te entrega essa informação de forma simples para uma rápida tomada de decisão.

Por fim, nosso sistema fornece diariamente o peso de cada animal, mostrando a evolução em números e traçando a curva de ganho de peso diário, mostrando os custos de produção, lucratividade, entre outras variáveis.

 Viu como mudanças e cuidados simples e o bom uso das tecnologias podem trazer grandes benefícios para seu confinamento, tornando a sua empresa mais eficiente e dinâmica, pronta para enfrentar as adversidades que possam surgir.

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