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A classificação de carcaças como ferramenta para aumentar seu lucro na fazenda e no frigorífico

classificação de carcaças

A classificação de carcaças como ferramenta para aumentar seu lucro na fazenda e no frigorífico

Por Caio Rossato, Founder e CEO do PECBR Consultoria

A classificação e tipificação de carcaças são utilizadas desde o ano de 1989 e foram implementadas e regulamentadas pelo MAPA na portaria 612 do mesmo ano, esse fato fez com que a indústria brasileira pudesse mensurar os padrões de animais recebidos de forma regulamentada, se tornando um grande marco para a pecuária nacional. Sendo bem utilizadas e analisadas, estas ferramentas trazem grandes benefícios tanto dentro da porteira (Fazenda) quanto fora (indústria/varejo).

A classificação da carcaça fará o agrupamento por classes produtos de características semelhantes e a tipificação a diferenciação entre as classes em determinados tipos ou padrões previamente estabelecidos.

Abaixo os critérios de classificação e tipificação da carcaça bovina utilizados no Brasil:

Imagem 1 – Classificação de acabamento de carcaças regulamentado pelo MAPA.

Imagem 2 – Tipificação da cronologia dentária de carcaças regulamentado pelo MAPA.

Sabendo da existência da ferramenta, vamos citar aqui os maiores benefícios tanto dentro da fazenda, quanto fora da porteira. Serão os 5 benefícios da classificação e tipificação de carcaças para o mercado brasileiro.

Benefícios para a fazenda

Benefício 1 – padronização dos animais enviados ao frigorífico

Todo mundo sabe o quanto a deposição de gordura na carcaça é um parâmetro importantíssimo para ser avaliado no momento da engorda dos animais. Este parâmetro quando avaliado contribui diretamente para a eficiência da engorda e assim uma maior eficiência da carcaça para envio ao frigorífico, e também evitará possíveis desconfortos ou desclassificações no momento do abate, sem falar que hoje existem inúmeros frigoríficos que premiam pela qualidade e acabamento das carcaças, portanto, entender o parâmetro que sua fazenda está produzindo e tomar as medidas necessárias para aumentar sua valorização na @ será fundamental.

Imagem 3 – Vacas com perfil de acabamento indesejado para a indústria e com penalização de R$20,00/@ no abate.

Benefício 2 – verificação da era dos animais

Através da cronologia dentária avaliada pelo frigorífico, o pecuarista consegue mensurar a idade dos animais que está enviando ao frigorífico.

Imagem 4 – 95% dos animais classificados entre 0-2 dentes (Até 24 meses de idade)

Benefício 3 – impactos de boas práticas de manejo

Com a classificação e mensuração dos hematomas e lesões acometidos nas carcaças e das reações vacinais conseguimos ajustar realmente o manejo dentro da porteira para que as práticas que possam estar prejudicando o rendimento de carcaça possam ser reavaliadas.

Imagem 5 – Impacto de boas práticas na carcaça.

Benefício 4 – conhecimento sobre a eficiência no transporte

A classificação dos hematomas e sua localização vai contribuir para que o pecuarista saiba quão prejudicada foi a carcaça por lesões acometidas no transporte.

Benefício 5 – melhor venda futura

Com a classificação e tipificação das carcaças em mãos, o pecuarista pode compilar estes dados e a partir daí tomar a decisão de novas vendas para o frigorífico ou até mesmo melhorar o preço pago na @ ajustando sua venda de acordo com o padrão enviado ao frigorífico, encontre o nicho e venda sua carcaça.

CONCLUSÃO PECUARISTA:

Portanto, o pecuarista deverá ficar atento para a qualidade da matéria-prima enviada ao frigorífico para que possa ajustar novas vendas ou até mesmo adotar novas práticas na fazenda tanto de engorda quanto de manejo racional.

Benefícios para a indústria frigorífica

Benefício 1 – padronização da matéria prima recebida

Com a tipificação e a classificação de carcaças o frigorífico consegue mensurar exatamente quais os possíveis impactos da carcaça recebida e criar estratégias de aproveitamento na desossa, evitando perdas na indústria e fortalecendo sua padronização. Ou seja, qual será o padrão de produtividade industrial após o abate e rendimento de desossa.

Imagem 6 – Novilhas Braford com 70% de acabamento mediano e 30% uniforme.

Benefício 2 – atendimento a nichos de mercado

Se o frigorífico respeitar criteriosamente as normas de classificação e tipificação e atuar de maneira estratégica após o abate, conseguirá realizar vendas direcionadas para nichos de mercado que absorvam cada tipo de carcaça recebida na câmara-fria.

Imagem 7 – Padronização de peças pelo acabamento de carcaça

Benefício 3 – pagamento mais justo sobre o valor da arroba

Durante o abate é possível que o frigorífico crie programas de fomento pecuário para beneficiar carcaças dentro do padrão estabelecido ou até mesmo penalizar carcaças que possam prejudicar sua produtividade.

Imagem 8 – Animais com acabamento ausente e a imagem de um contra-filé sem acabamento.

Benefício 4 – eficiência de transporte dos animais

Se o frigorífico classificar os pontos de hematomas e lesões das carcaças consegue saber exatamente se terá que corrigir ou capacitar funcionários envolvidos tanto no transporte quanto do manejo de curral, fazendo isso a indústria aumenta a produtividade e aproveitamento de cortes cárneos.

Benefício 5 – maior rentabilidade da desossa

Sabendo exatamente qual o nível de matéria-prima da carcaça que a indústria está recebendo, o frigorífico poderá buscar de maneira objetiva melhores mercados. Tendo de maneira clara as metas de aproveitamento na desossa e rendimento industrial.

CONCLUSÃO FRIGORÍFICO:

Para que o frigorífico possua maior rentabilidade industrial e comercial terá que implementar a classificação e tipificação de carcaças, assim utilizando a ferramenta a seu favor. Conhecer os parâmetros e tomar as decisões corretas é fundamental para um melhor planejamento industrial.

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