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Adoção de tecnologias com meta em excelência produtiva

excelência produtiva

Adoção de tecnologias com meta em excelência produtiva

Por João Costa Junior

Em 2015, a ONU relatou que o Brasil se tornaria o maior exportador de produtos agrícolas do mundo e esta previsão vem se confirmando a partir dos resultados obtidos. São recordes em cima de recordes a cada ano nos diferentes setores da agropecuária, frutos de uma combinação de fatores, tais como, clima favorável, baixos custos de produção e área disponível, sendo esse último, um dos maiores desafios do produtor brasileiro, pois é necessário aumentar a produção agrícola, sem ampliar significativamente a área utilizada. Para isso, a adoção de tecnologias surge como uma ferramenta valiosa, tornando-se a principal aliada no desenvolvimento de uma produção eficaz. Ou seja, para que possamos potencializar a eficiência produtiva, permitindo ganhos de forma sustentável, o uso cada vez mais intensivo das tecnologias torna-se crucial.

Nesse cenário, existe uma infinidade de inovações que podem ser divididas em tecnologias de processos, insumos e produtos. As tecnologias de processos são as adoções de modificações realizadas nos sistemas produtivos sem a necessidade de aquisição de insumo e equipamentos, as tecnologias de insumos são as rações, vacinas, adubos etc. Já as tecnologias de produtos são as aquisições de equipamentos, por exemplo, tratores e ordenhadeira. Nas três formas de adoção, o foco está em tornar todos os processos mais eficientes do ponto de vista econômico, social e ambiental.

A pergunta que pode vir neste momento é qual tipo de tecnologias devo adotar primeiro. Por isso, o conhecimento do momento correto de adoção de cada uma delas é primordial para o sucesso do empreendimento rural. É nesse instante que devemos entender que há uma espécie de escada tecnológica que deve ser avançada de forma coerente, assim não há perda da efetividade da adoção. Primeiramente devem ser adotadas as tecnologias de processos, visto que são menos onerosos. Após conseguirmos extrair o máximo da modificação dos processos, então subimos um degrau, buscando adotar as tecnologias de insumos, que irão alavancar ainda mais os processos. Por último, subimos mais um degrau e adotamos as tecnologias de produtos, pois são as mais onerosas.

Quebra de paradigma gera resultados

Quebra de paradigma gera resultados

Com os avanços rápidos das tecnologias no campo é comum alguns pecuaristas serem resistentes, o que é plausível por se tratarem de novidades. Porém, os pecuaristas mais atentos sobre a necessidade de mudança, já estão buscando a adoção de tecnologias para melhoria dos processos e procedimentos das propriedades. Esse trabalho tem gerado frutos para alguns deles, como é o exemplo da fazenda Nossa Senhora de Fátima, do grupo HoRa, localizada em Brasilândia – MS.

A propriedade obteve no final do ano passado a certificação Ouro do Programa de Boas Práticas Agropecuárias (BPA) Bovinos de Corte da Embrapa, nível máximo de certificação do programa, que atesta que a fazenda cumpriu 90% dos procedimentos “altamente recomendáveis” e 100% dos “obrigatórios”. Esse certificado chancela a propriedade como uma fazenda que produz alimentos seguros, com foco em um sistema responsável do ponto de vista social e ambiental. A certificação conseguida pelo Grupo HoRa foi capa da edição de fevereiro da Revista DBO, que falou sobre o programa da Embrapa, o processo de obtenção do certificado pelo Grupo HoRa e os resultados obtidos pela fazenda Nossa Senhora de Fátima.

A conquista do grupo HoRa é fruto de um dedicado trabalho realizado pelo produtor José Roberto Höfig Ramos para melhorias e padronizações dos processos da fazenda, que parte desde o treinamento da equipe até ao manejo no curral. Além das tecnologias de processo implementadas, as tecnologias de produtos também contribuíram no processo de obtenção do certificado. Entre elas, a solução Intergado Efficiency que realiza a avaliação da eficiência alimentar, registrando diariamente o consumo de alimento, ganho de peso e demais parâmetros associados ao comportamento ingestivo dos animais, permitindo o trabalho de seleção genética na fazenda.

A conquista do Grupo Hora muito nos orgulha, pois constatamos que a Intergado tem contribuído para que os nossos parceiros possam atingir a excelência nos processos produtivos, o que tem resultado na transformação do agronegócio brasileiro.

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