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Descargas elétricas nas chuvas – como amenizar prejuízos durante o período das águas

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Descargas elétricas nas chuvas – como amenizar prejuízos durante o período das águas

O período das águas no Brasil é muito esperado pelos pecuaristas por significar pastos de melhor qualidade e ganho de peso dos animais. Mas com ele alguns problemas também atingem em cheio o produtor rural, que além de se preocupar com a oferta e capacidade de suporte dos pastos para alcançar o equilíbrio da capacidade forrageira após o período de seca, também sofre com o aumento da incidência de raios e descargas elétricas no pasto.

Segundo o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Brasil tem a maior concentração de raios no mundo, com a impressionante marca de 77 milhões de descargas elétricas por ano. Este fenômeno da natureza causa inúmeros prejuízos aos pecuaristas, que vão desde a perda de cabeças de gado atingidos por raios, até a queima de equipamentos elétricos e eletrônicos que fazem parte da a rotina das propriedades rurais.

Risco para os bovinos

Considerando o comportamento dos bovinos, que procuram sempre se proteger das tempestades embaixo de árvores e em locais da fazenda como cochos ou currais, a descarga elétrica tenderá sempre a buscar o ponto mais alto do pasto, e ao atingi-lo, correrá em direção ao solo fazendo com que os animais próximos sejam eletrocutados. 

Segundo a EMBRAPA, o fato de o pasto estar encharcado devido às chuvas e os cascos dos bovinos estarem em contato e mais imersos ao solo molhado, cria-se um bom ambiente de aterramento para a corrente elétrica que passará por todo corpo do animal com maior intensidade.

Em estudo realizado no Rio grande do Sul, mostrou que os prejuízos com bovinos provocados por descargas elétricas em rebanhos estão acima de 3%, valor esse acima dos índices de perdas, por exemplo, por castração (0,6%), abcesso (1,2%) e furto (1,8%).

Risco para infraestrutura da fazenda

As estruturas físicas e tecnológicas das fazendas também sofrem danos com incidência de descargas elétricas, uma vez que sedes, vilas de funcionários, currais de manejo e (até) confinamentos são utilizados como pontos de para-raios. Daí a importância que estas estruturas estejam corretamente instaladas, equipadas e com sistemas eletrônicos capazes de suportar as descargas, a fim de evitar ou diminuir eventuais prejuízos por queimas elétricas. 

Como amenizar os prejuízos por descargas elétricas na propriedade

Do ponto de vista da infraestrutura das instalações, projetar um confinamento sem considerar um bom grupo de para-raios, isolamento de cercas e cochos de precisão capazes de suportar as descargas elétricas, é o que chamamos de bomba relógio.

Para os produtores que fazem o confinamento de pasto, cuidados como colocar isolantes nos arames a cada 100 metros, aterramento das cercas e tocar o gado para que eles não fiquem juntos em dias de tempo fechado, podem ser boas práticas para se evitar a perda de animais.

No entanto, como a inclusão de tecnologias na gestão de fazendas tem se tornado comum no manejo da produção, a atenção na aquisição e instalação de sistemas que sejam protegidos de descargas elétricas é fundamental para que o investimento feito na conquista de uma eficiência alimentar e maior lucratividade do rebanho, não se transforme em um prejuízo a mais para o fazendeiro.

As balanças e cochos eletrônicos das Soluções Intergado, por exemplo, ficam expostos a condições climáticas adversas nas fazendas. E para evitar danos ao sistema, as soluções contam com uma rede de aterramento interligando os equipamentos, além de hastes fincadas em suas pontas para dissipação do raio. A fonte de alimentação de cada solução atualmente já vem equipada com Caixa Transformador Isolador C/ TPS de Rede, que oferece um grau adicional de proteção aos equipamentos em caso de surto de tensão.

Planejar para não remediar

Os fenômenos da natureza estão além do controle do pecuarista, mas medidas preventivas podem ser tomadas para que os prejuízos causados por eles sejam os menores possíveis. O pecuarista precisa ter em mente que durante as tempestades, não é se, mas quando vai acontecer algum incidente com seu rebanho e qual será o prejuízo.

A décadas que raios causam prejuízos a produção e à propriedade rural, porém boas práticas de prevenção, manejo e o uso de tecnologias, tem auxiliado o pecuarista a amenizar seus prejuízos. O planejamento das criações tem se tornado mais completo a cada ciclo, e se feito de forma profissional é capaz de amenizar as perdas e potencializar o lucro na principal época de engorda dos animais.

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