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Tecnologias sustentáveis – produtividade com equilíbrio através da pecuária sustentável

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Tecnologias sustentáveis – produtividade com equilíbrio através da pecuária sustentável

Seguramente você já deve ter lido em reportagens ou ouvido falar sobre pecuária sustentável. O significado mais comum para a expressão é aplicado para o contexto ambiental, onde os processos produtivos são baseados em técnicas e tecnologias que causem o menor impacto possível à natureza. É um tema muito discutido na sociedade atual, principalmente ao se tornar um critério de escolha nos processos de decisão de compra da proteína animal pelos consumidores.

No entanto, vamos dar alguns passos para trás e entender as diferentes esferas que o conceito de sustentabilidade abrange.

Conceitos de sustentabilidade

A sustentabilidade pode ser classificada em ambiental, social e econômica.

A sustentabilidade ambiental é definida como a utilização dos bens e recursos naturais para suprir nossas necessidades sem que haja o esgotamento destes recursos para as próximas gerações.

A sustentabilidade social pode ser definida como todas as ações que tenham proposito de melhorar a qualidade de vida dos indivíduos visando reduzir as desigualdades sociais e ampliar o acesso aos direitos e serviços básicos.

E por fim, a sustentabilidade econômica é um conjunto de práticas econômicas financeiras administrativas que visam a manutenção dos processos produtivos, que resultem em lucro, mas sem causar prejuízos ao meio ambiente.

A prática da pecuária atual é sustentável

Ao entendermos estes 3 conceitos, podemos afirmar que a pecuária atual é sustentável?

Sim, a pecuária atual tem buscado a cada dia ser mais sustentável do ponto de vista ambiental, social e econômico. A justificativa para isso é baseada em dois pontos! A exigência do mercado e a inviabilidade financeiramente do pecuarista ter processos produtivos sem olhar a sustentabilidade.

A pecuária sustentável refere-se ao processo de produção que tem como foco a eficiência produtiva do rebanho pensando em boas práticas que propiciam o aumento da rentabilidade dos produtos, redução de perdas, tais como custos com alimentação, otimização do manejo e recursos naturais, melhoria da rotina e bem estar dos animais e funcionários.

Todo este movimento na busca por uma pecuária sustentável tem levado a cadeia produtiva da carne bovina a buscar um produto final que esteja dentro dos padrões de sustentabilidade, tornando a pecuária sustentável um caminho a ser seguido pelos pecuaristas que buscam estar inseridos no mercado nos próximos 10 anos.

A tecnologia a favor da pecuária sustentável

Alterações climáticas, degradação de matas nativas, além da indisponibilidade de recursos hídricos são alguns dos fatores que incentivam a evolução e propagação de práticas pecuaristas sustentáveis. Segundo a EMBRAPA, as principais tecnologias que contribuem e garantem o crescimento sustentável da pecuária referem-se à boas práticas com foco para a recuperação de para recuperação de pastagens, reaproveitamento dos dejetos animais e sua fertirrigação e fabricação de fertilizantes organomineirais, e sobretudo, as boas práticas para manejo da planta forrageira e do animal como o uso adequado de insumos, balanceamento da dieta, melhoramento genético animal e a adoção de sistema integrados de produção.

Essas mesmas pesquisas evidenciam a importância do monitoramento diário e controle das condições físicas e biológicas do rebanho para uma viabilidade sustentável do processo produtivo, colocando a propriedade rural dentro de padrões ambientais não prejudiciais a natureza e rentabilizando o rebanho para ganhos consideráveis na produção.

Na última década, o rebanho brasileiro tornou-se o maior do mundo com aproximadamente 222 milhões de animais (segundo o Mapa). Neste cenário animador para o agronegócio e ao mesmo tempo alvo de muitas críticas devido ao apelo social pela preservação do meio ambiente, o Brasil tem motivos reais para tentar manter sua liderança na exportação de carne bovina seguindo as premissas de uma pecuária sustentável se perder o foco no contínuo processo de evolução tecnológica do sistema de produção.

Expansão vertical para sustentabilidade

O atual contexto da pecuária brasileira está propício para que o país se mantenha no topo das exportações de carne bovina por possuir a vantagem da expansão vertical (sem desmatamento). Por isso o desenvolvimento e foco nas melhores práticas para o processo produtivo, através do aumento da intensificação do uso das pastagens, abrem um caminho para a inovação como a disponibilidade de novos produtos ao consumidor final, seguindo todos os conceitos de sustentabilidade.

Entre as diferentes ações realizadas no país com esse foco, podemos citar a linha de carnes com o selo de “Carne Carbono Neutro”, desenvolvida pela EMBRAPA em parceria com a Marfrig, sendo um bom exemplo de como a aplicação de recursos tecnológicos e boas práticas dentro do processo produtivo, no caso o manejo em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta), possibilitou a entrega de produtos ao consumidor com a mínima emissão de metano entérico (um dos principais gases causadores do efeito estufa).

Do ponto de vista da qualidade de vida dos funcionários, podemos citar que o uso das tecnologias traz uma melhor utilização da mão de obra no que se refere a otimização do tempo para execução das atividades e a praticidade para serem realizadas, possibilitando que maior tempo para funções estratégicas dentro da fazenda.  

Controle e monitoramento de dados

Outra prática que podemos citar é o uso de tecnologias que favoreçam o monitoramento diário dos animais que otimizam o período de confinamento dos bovinos, promovendo uma menor emissão de gases poluentes e dejetos no meio ambiente, além da diminuição de custos (e perdas) nutricionais. Neste contexto a solução Intergado Beef vem de encontro a essa necessidade pois traz todos os benefícios, além de possibilitar a identificação de falhas de manejo e doenças que possam afetar o rebanho. Dessa forma, antecipamos decisões e otimizamos a venda dos animais com uma “pegada” sustentável.

Podemos concluir que a pecuária sustentável é mais lucrativa do ponto vista ambiental, social e econômico, pois contribui para a preservação do meio ambiente, aumenta a qualidade de vida dos funcionários e bem estar do animais, diminui as perdas dos sistemas de produção, considerando a melhora na eficiência produtiva do rebanho, mão de obra e ganhos para o consumidor, que terá acesso a uma carne de alta qualidade e produzida através de processos com baixo impacto ambiental e bem estar animal.

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