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Tecnologia e bem estar animal – parceria de alta performance

Tecnologia e bem estar animal – parceria de alta performance

Por João Costa Junior

– O protagonismo do consumidor

Com a era da comunicação, as informações sobre os processos de produção estão mais acessíveis para os consumidores. Como resultado disso, eles estão mais atentos, conscientes e exigentes durante a aquisição de um produto. Atualmente, para que um consumidor coloque um produto em seu carrinho no supermercado, há uma série de fatores de decisão que vão muito além do preço e o sabor. As crenças, preocupações ambientais e posicionamento político estão entre as novas variáveis que decidem no processo de compra.

Para os produtos agroindustriais não tem sido diferente. Globalmente, o consumidor tem se preocupado em como é produzido, buscando informações sobre cada etapa dos processos de produtivo e práticas adotadas. Fatores como o bem-estar animal e preservação do meio ambiente são pautas de importantes negociações mercadológicas, restringindo o mercado para os pecuaristas que adotam boas práticas de criação, transporte e abate.  

O consumidor é o grande driver de todo a cadeia produtiva. Qualquer exigência desse elo causa reflexo em todos os elos anteriores. Ou seja, o consumidor possui o poder de modificar todo um sistema de produção, ao exigir que durante o processo de produção de um produto consumido seja considerado fatores relacionadas ao bem estar animal, qualidade, segurança e rastreabilidade dos produtos tenham sido considerados.

                Como resultado, os pecuaristas têm adotado novas práticas mais sustentáveis de produção e respeito aos animais de produção. Isso mostra que as questões relacionadas ao bem estar e saúde dos animais saíram do patamar de diferencial de mercado para o de obrigatoriedade, visto que essas questões impactam diretamente na competividade do seu produto no mercado consumidor.

Os pecuaristas devem buscar alta performance econômica de suas fazendas, mas ao mesmo tempo mantê-las sustentáveis, com animais saudáveis, felizes e produtivos. É um equilíbrio difícil de manter, mas necessário. Contudo, esse mudança e adoção de novas práticas traz resultados positivos, tais como:

– Animais saudáveis e satisfeitos são mais produtivos. O mal manejo pode perder até 0,5 kg de carne por animal abatido, segundo Temple Grandin, especialista em Bem estar animal.

– O bem estar animal interfere positivamente na qualidade e valor agregado do produto. Várias pesquisas indicam que animais corretamente manejados podem aumentar em média 30% o tempo de prateleira da carne.

– O mercado consumidor está mais exigente, porém está disposto a pagar mais por um produto que siga todas as premissas do bem estar animal. Segundo pesquisa publicada pelo Ibope, 37% pagariam mais caro por produtos de origem animal que minimizem o sofrimento animal e permitam que eles vivam de maneira mais próxima do natural.

Podemos perceber que atender as novas demandas com foco no bem estar e saúde animal é uma atitude que o pecuarista deve ter para garantir a qualidade de vida ao animal, evitar prejuízos na qualidade do produto ofertado e ter maior aderência do consumidor ao seu produto.

                – A tecnologia são os novos olhos que engordam o gado

Com o aumento do número de animais nos sistemas de produção, confiar no olho especializado do pecuarista para monitorar individualmente cada animal tem sido cada vez mais difícil. Diante desse contexto, as tecnologias entram como uma ferramenta primordial para a identificação precoce de problemas comuns do manejo e da saúde animal.

A aplicação dessas tecnologias que permitem o manuseio e bem estar animal são conhecidas como pecuária de precisão, que é definido como um sistema de gestão baseado no contínuo monitoramento e controle em tempo real da produção, reprodução, saúde e bem estar animal nos diferentes pontos da cadeia produtiva. Balanças automatizadas, câmeras, microfones, coleiras ou brincos são os dispositivos de monitoramento utilizados na detecção de mudanças na maneira como os animais se comportam em diferentes contextos dos sistemas de produção.

Os sistemas automatizados detectam e interpretam os desvios de comportamento de um animal, indicando problemas de saúde, o que possibilita o tratamento dos animais antes que possam ficar mais doentes. Além disso, a rápida tomada de decisão resulta em uma recuperação mais rápida do animal, o que diminui o uso de medicamentos e menor impacto na produtividade.

Nesse contexto, a solução Intergado Beef é uma excelente ferramenta que possibilita a identificação de falhas de manejo e doenças que ainda estão em fase inicial e podem afetar o desempenho do rebanho. Nosso sistema gera gráficos e alertas para o início imediato no tratamento de doenças, além de gerar economia ao produtor, evita perdas em seu rebanho, conforme podemos ver no infográfico abaixo.

A possibilidade de monitoramento 24 horas por dia, 7 dias por semana, traz maior conforto e comodidade para o pecuarista, permitindo ao pecuarista a antecipação de decisões, contribuindo para o bem-estar dos animais. O Sistema Intergado Beef abastece diariamente o pecuarista com informações do rebanho, facilitando as escolhas e otimizando o investimento.

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